Às vésperas da convenção do PSL, que oficializará sua candidatura, Maura Jorge está completamente isolada para disputar as eleições de outubro. Com apenas o PRTB ao seu lado, a ex-prefeita de Lago da Pedra não conta nem com o apoio do gestor da sua cidade natal.
Depois de conversar com partidos como PMN, PHS, PSC, Avante, Rede, PSDC e Podemos, Maura Jorge não conseguiu agregar nenhum apoio para o seu projeto de candidatura ao governo do Estado. Arrogante e autoritária, ela conseguiu deixar todas essas legendas fecharem com os outros candidatos, única e exclusivamente por falta de diálogo e espírito democrático.
Filha da mais longeva oligarquia municipal do Maranhão, que já dura cerca de 50 anos em Lago da Pedra, Maura não contará nem com o prefeito da cidade, o cantor Laércio Arruda, que ela própria ajudou a eleger.
Depois de eleito, o prefeito percebeu que Maura Jorge queria apenas usar a estrutura da Prefeitura de Lago da Pedra para se cacifar na política estadual. Pensando no povo, Laércio fechou parceria com o governador Flávio Dino que levou asfalto, máquinas agrícolas, uma unidade do Viva e outra do Restaurante Popular, além da construção do hospital da cidade.
Laércio Arruda marcou para o dia 11 de agosto a grande reunião para apresentar seus candidatos, que vai contar, além de Flávio Dino, com os senadores Weverton e Eliziane, o deputado federal André Fufuca e para estadual o ex-secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares.
A arrogância de Maura Jorge, típica de quem cresceu em meio à uma oligarquia, isolou-a completamente nas eleições. Se confiando apenas na transferência de votos do presidenciável Jair Bolsonaro, a prepotente ex-prefeita já cravou que irá desbancar Roseana da segunda posição.
Sozinha, Maura ainda não se deu conta de que o Maranhão não é Lago da Pedra, que há cerca de 50 anos é uma espécie de feudo da sua família. Para disputar as eleições a nível estadual é preciso ter união e unidade, coisa que ela demonstrou não ter.

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